domingo, 12 de junho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
Maleiane, Nazira e Silva Dunduro deixam Governo

 O Presidente da Republica Filipe Nyusi vai anunciar dentro de dias uma remodelação profunda do seu governo central. Uma das esperadas saídas ‘e a do Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, que, segundo fontes da Carta de Moçambique (publicação em formação), colocou, por cinco vezes, seu lugar a disposição. Para além de Maleiane, uma fonte bem colocada adiantou os nomes da Ministra da... Saude, Nazira Abdula, e o da Cultura, Silva Dunduro, como estando na lista do PR.
A remodelação será mais profunda, abrangendo mais ministros e alguns vices. Nyusi não devera mexer nos governadores provinciais. A saída de Maleiane era eminente. O economista, que já foi Governador do Banco de Moçambique, deixou o cargo confortável e bem remunerado de PCA do Banco Nacional de Investimentos (BNI) para ir dirigir o poderoso pelouro da Economia e Finanças, cujo poder na verdade sofre alguma erosão. Em pouco tempo, em vez de ser o cicerone da política económica e da execução orçamental, ele viu-se na pele do bombeiro de plantão no contexto da actual polémica do endividamento externo. Sua imagem foi-se desgastando embora suas competências sejam reconhecidas.
Apanhado no meio do fogo cruzado de doadores, da opinião pública e de deputados da oposição, Maleiane manteve uma postura polida não evitando, no entanto, a circunstância incontornável de ter de engolir alguns sapos inesperados. Ele foi muito criticado quando pediu desculpas pelo endividamento recente, numa atitude que apenas se deveu a sua educação pessoal. Nazira Abdula devera deixar o Governo no meio de alegações de uma gestão pouco transparente, com o secto de medicamentos a revelar-se como o derradeiro campo de batalha. A Carta desconhece uma razão em concreto para a demissão de Silva Dunduro.
In https:
domingo, 5 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
“Soldados Zimbabuanos foram abatidos pelos Homens Armados da Renamo” avança a imprensa Zimbabuana


Um número não identificado de soldados zimbabuanos, trocou tiros com os Homens Armados da Renamo, avançou a imprensa Zimbabuana .
“Um ônibus com soldados zimbabuanos foi atacada pelos Rebeldes da Renamo quando seguiam para Gorongosa, com o intuito de ajudar o governo moçambicano. Durante o ataque muitos soldados perderam a vida”, disse uma fonte que não quis se identificar à Radio Nehanda, Zimbabué.
Muito recentemente, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, fez uma revelação surpreendente aos jornalistas através de uma entrevista coletiva por telefone. O mesmo avançou que os soldados zimbabueanos faziam parte dos “mercenários” militares contratados pelo governo moçambicano para acabar com a Renamo.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
ASSESSOR DO PRESIDENTE DA RENAMO ASSASSINADO EM MAKATE-CHIMOIO

 ESQUADRÕES DA MORTE DA FRELIMO AINDA EM ACÇÃO!
Américo Royal Goca, membro da Renamo, foi assassinado na manhã de hoje na sua machamba, na zona de Makate-Chimoio , sendo assessor do presidente Afonso Dhlakama.
EKEKHAYI YOWANI - A VERDADE DE CASA
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sexta-feira, 13 de maio de 2016
“Estamos em pânico e com medo”, passageira das LAM; BP corta combustíveis devido a dívidas da transportadora estatal
Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira em 13 Maio 2016
“Estamos em pânico e com medo”, relata ao @Verdade uma passageira após o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) em que viajava ter registado problemas técnicos que forçaram uma longa paragem para manutenção no aeroporto de Quelimane. A jornada entre Maputo e Nacala, que deveria ter sido de 3 horas, foi realizada em 22 horas sem direito a informação, alimentação digna e nem mesmo acomodação. De permeio o Boeing 737-500 teve que fazer uma escala não prevista na cidade da Beira, para reabastecimento, pois a petrolífera BP cortou o fornecimento de combustíveis às LAM devido a dívida acumulada. Diante destas situações que não são novas, e colocam em risco a segurança dos passageiros, o Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) mantém-se em silêncio cúmplice.
O receio da nossa entrevistada devia-se ao facto de ela, assim como pelo menos cinco dezenas de outros passageiros, estarem a “ser obrigados a subir no mesmo voo”, o TM1166 que na passada segunda-feira(09) fazia a ligação entre a cidade de Maputo e de Nacala, na província de Nampula, quando teve um problema eléctrico.
Inicialmente o voo estava previsto partir do aeroporto de Mavalane às 12h10, fazer uma escala em Quelimane e depois seguir para o novo aeroporto da cidade portuária do Norte, “mas só partimos 14h40”, relatou-nos.
Com cerca de 2 horas de viagem “sentimos algo estranho, quando estávamos a aproximar-nos do aeroporto de Quelimane, as luzes todas apagaram e escutamos um barulho estranho, parecia que o piloto ia aterrar mas não aterrou”, contou-nos a passageira acrescentando que o avião ficou mais alguns minutos no ar e só depois se fez à pista, eram já 16 horas.
Como estava prevista uma escala na capital da Zambézia os passageiros deixaram a aeronave aguardaram na zona de trânsito. Esperaram e começaram a desesperar, particularmente porque nenhum funcionário da companhia aérea estatal se dignou a informar sobre o que se estava a passar. Após muita pressão os passageiros souberam que a aeronave tinha tido problemas técnicos.
Ao @Verdade as Linhas Aéreas de Moçambique explicaram que foi registado um problema eléctrico quando a aeronave já estava em terra. Devido a natureza da avaria, que as LAM não quiseram precisar, foram enviados técnicos da capital do país para irem reparar o Boeing estacionado Quelimane.
Instituto de Aviação Civil de Moçambique acoberta mau serviço e insegurança nas LAM
À essa altura, cerca de 10 horas após o início da viagem, as Linhas Aéreas de Moçambique já sabiam com que avaria estavam a lidar e que mesmo apesar de poder ser reparada a tripulação não poderia voar, precisaria de descansar antes de retomar o voo, porém não disponibilizaram acomodação para os seus passageiros. “Só disseram que iríamos jantar num sítio onde cada um teria de consumir até 500 meticais, enquanto esperávamos o avião que viria de Maputo para transportar-nos”, declarou a nossa entrevistada assegurando-nos que em nenhum momento as LAM mencionaram que os passageiros teriam direito à alojamento na cidade de Quelimane.
O @Verdade perguntou às Linhas Aéreas de Moçambique quais são as suas normas de tratamento dos seus passageiros em casos de atraso, uma informação que na generalidade das companhias é de domínio público. O gabinete de comunicação da “nossa” companhia, é participada pelo Estado em 91,15%, esclareceu que após mais de 3 horas de atraso é servida uma refeição ligeira e, caso esse período decorra nas horas habituais de almoço ou jantar essas refeições são fornecidas. Já a acomodação dos passageiros só acontece quando o voo tem um atraso superior a 8 horas, há muito ultrapassadas na jornada do voo TM1166.
O @Verdade contactou o Instituto de Aviação Civil de Moçambique, Órgão Regulador do sector, para apurar que direitos têm os passageiros em Moçambique caso o voo que os tenha transportado tenha sofrido vários, e sucessivos, atrasos até chegar ao destino? A instituição dirigida por João de Abreu, antigo piloto e comandante das LAM, prontificou-se a responder as questões enviadas por escrito pelo @Verdade porém, até ao fecho desta edição, não o tinha efectuado.
Recorde-se que as companhias áreas moçambicanas estão banidas de voar para a Europa, desde Abril de 2011, devido incapacidade do Instituto de Aviação Civil de Moçambique aplicar e provar a eficácia nos mecanismos de segurança internacionalmente exigidos.
Não é preciso ser viajante frequente para provar os maus tratos da transportadora aérea nacional porém, apesar disso, não há memória do IACM ter-se pronunciado alguma vez relativamente às condições que os passageiros são submetidos ou sobre os problemas de segurança das aeronaves operadas pelas LAM.
Legislação da Aviação é vaga sobre os direitos dos passageiros
Mouzinho Nichols, presidente da Associação Moçambicana de defesa do consumidor, referiu-nos num breve contacto telefónico que a legislação que regula os direitos dos passageiros no nosso país é a Lei da Aviação Civil.
Verificamos, entretanto, que a Lei em apreço, 21/2009, é vaga sobre os direitos dos passageiros em casos de anomalias. A alínea a) do número 1 do artigo 49 estabelece apenas que “a não realização do voo ou a interrupção do voo conferem ao passageiro o direiro ao reembolso da passagem aérea na medida do percurso não realizado e ao pagamento das despesas ordinárias de deslocação, alimentação, alojamento e comunicação”.
Importa referir que o direito ao reembolso da passagem aérea será de pouco interesse para os passageiros pois as LAM detêm o monopólio do transporte aéreo em Moçambique, não existe alternativa.
Chefe de escala das LAM chamou a polícia
Cansados de ficar no restaurante, “porque era um local ao ar livre”, os passageiros pediram para voltar ao aeroporto de Quelimane, eram cerca das 23 horas, “ficamos a saber que o avião só chegaria a 1h09”, madrugada do dia seguinte.
“Ficamos no aeroporto a espera” contou-nos a passageira que falou com o @Verdade, “mas para o nosso espanto uma vez o avião já no aeroporto eles simplesmente só recolheram os passageiros com destino a Maputo e a nós com destino à Nacala disseram que deveríamos esperar o avião avariado ser consertado para depois prosseguir a viagem”.
“Foi quando começamos a exaltarmo-no e então o chefe de escala(das LAM) resolve chamar a polícia. Mas nós continuamos em direcção ao avião que estava na pista e iria partir para Maputo. Preferíamos voltar a Maputo do que permanecer em Quelimane, um aeroporto que nem sanitários condignos tem e onde nem água saía”, desabafou a nossa entrevistada.
“Foi quando eles de imediato tiraram a escada e nós decidimos permanecer na pista” afirmou ainda a nossa entrevista que disse que apesar da presença da polícia os passageiros não se amedrontaram, mas acabaram por deixar a porque entretanto começou a chover.
Regressaram às precárias instalações do aeroporto de Quelimane onde cada um à sua maneira acomodou-se, nem cadeiras existiam para todos, até cerca das 5h30 de terça-feira (10) quando enfim os passageiros foram embarcados no Boeing mas, “segundo o comandante não tinha combustível suficiente para ir a Nacala”, tivemos de ir a Beira abastecer relatou-nos a passageira que prefere não se identificar.
Foi outra hora de viagem para a capital da província de Sofala e depois do avião reabastecido enfim voou para Nacala onde aterrou alguns minutos após as 8 horas.
Os passageiros que pagaram pelo menos 15 mil meticais pela passagem aérea nem um pedido de desculpas formal tiveram direito.
Mouzinho Nichols disse ao @Verdade que algum passageiro tem que decidir chatear-se e processar às Linhas Aéreas de Moçambique, é que à falta de especificação sobre os direitos dos passageiros a Lei da Aviação Civil, estabelece que “Aos danos causados ao passageiro, bagagem e carga e aos incidentes no voo que ocorram no decurso de transporte internacional ou nacional, são também aplicadas as regras estabelecidas nas convenções internacionais de que a República de Moçambique é parte e na demais legislação em vigor”, pode-se ler no número 7 do artigo 44.
Ora essas convenções determinam, por exemplo para as companhias que voam para o espaço aéreo europeu (onde as companhias moçambicanas estão banidas), que em casos de atrasos de: “2 horas ou mais, no caso de quaisquer voos até 150 km; 3 horas ou mais, no caso de voos intra comunitários com mais de 1500 km e para todos os outros voos entre 1500 e 3500 km; 4 horas ou mais, no caso de voos não abrangidos pelos casos precedentes, o passageiro tem direito a assistência imediata.
“Esta assistência será a disponibilização de: refeições e bebidas em proporção razoável com o tempo de espera; a possibilidade de efectuar, a título gratuito, duas chamadas telefónicas, telexes, mensagens via fax ou mensagens por correio electrónico. Caso a hora de partida do novo voo seja no dia seguinte à data programada, o passageiro terá, ainda, direito a alojamento em hotel e transporte de ida e volta entre o aeroporto e o local de alojamento. Caso o atraso seja de 5 horas ou mais, o passageiro tem direito ao reembolso do preço total do bilhete no prazo de sete dias (e voo gratuito até ao ponto de partida quando tal se justifique)”, refere um documento do centro europeu do Consumidor.
BP corta fornecimento de combustíveis por dívidas acumuladas
Mas o problemas da “nossa” transportadora aérea não se resumem a atrasos e mau atendimento aos passageiros. O @Verdade teve acesso a um documento onde petrolífera British Petroleum (BP) informa aos seus superintendentes, supervisores e operadores nos aeroportos em Moçambique “que até instrução em contrário não se deverão efectuar reabastecimentos às aeronaves pertencentes à Companhia Linhas Aéreas de Moçambique. A instrução cobre todos os voos – locais e regionais”, indica o boletim comercial a que tivemos acesso.
Contactada pelo @Verdade a BP em Moçambique não quis prestar nenhuma declarações contudo, de acordo com a publicação Africa Energy Intelligence, a decisão de cessar o abastecimento das aeronaves das LAM foi tomada em Abril de 2016 devido a dívidas acumuladas pelas LAM, estimadas em 3 milhões de dólares norte-americanos.
Um fonte ligada a aviação civil moçambicana acrescentou que devido a esta decisão da BP os aviões das LAM que voam para a cidade sul-africana de Johannesburg passaram, nessa altura, a sair da cidade de Maputo com o tanque cheio de combustível para não precisarem de abastecer no aeroporto O.R. Tambo.
Uma situação muito irregular e insegura, disse-nos a fonte que acrescentou que devido a pressão dos tripulantes as Linhas Aéreas de Moçambique passaram a pagar a pronto o abastecimento das suas aeronaves que continuam a efectuar os voos entre a capital moçambicana e a cidade sul-africana.
Desde Fevereiro deste ano que as Linhas Aéreas de Moçambique têm novos órgãos sociais que são ser dirigidos por António Pinto de Abreu, o terceiro Presidente do Conselho de Administração em cinco anos, ao longo dos quais a qualidade dos serviços da transportadora estatal deterioraram-se, os atrasos multiplicaram-se e o custo das passagens encareceram.
domingo, 8 de maio de 2016
Moçambique sangrnta
sábado, 7 de maio de 2016
AFINAL OS ESQUADRÕES DA MORTE SÃO ORGANIZADOS PELA FRELIMO!

 Pelas 11.54 minutos de hoje, 6/5/2016, foi raptada no bairro da Manga próximo ao banco, a jovem cidadã de nome Edminha João "Wilma", de 24 anos, membro da Renamo e funcionaria da delegação provincial da Renamo na Beira, residente no Bairro da Manga.
Pouco depois de a capturar em, os raptores ligaram para a mãe da vítima, por sinal uma proeminente figura da Renamo na cidade da Beira, para que supostamente traga a rota da miúda mas na verdade era uma trapaça dos meliantes como forma de também capturar a mãe da vítima. Os assassinos instruíram a mãe para trazer a roupa da filha na 'ponte do aeroporto' situado no Bairro da Manga, que liga a estrada para o aeroporto internacional da Beira e auto estrada. Acontece que a aflita e desesperada mãe da jovem, foi a polícia informar o acontecimento e a polícia despachou um pequeno efectivo a paisana mas armada e os raptores foram capturados e levados a esquadra da Brigada Montada.
Mas acontece que quando chegam e esquadra, a polícia ficou surpresa ao descobrir que os raptores são elementos da Frelimo que andam a raptar e/ou assassinar pessoas ligadas à Renamo na cidade da Beira. São elementos conhecidos e reconhecidos dentro do partido Frelimo.
Os dois elementos dos esquadrões da morte são António Elias mais conhecido por "Chicalango" (a esquerda de Nyusi na imagem captada em Satungira) e outro chama se Elias Tenesse.
Chicalango, um coronel pertencente as FADM, ficou e um antigo militar da Renamo que desertou em casa 1989 e foi muito usado pela Frelimo para combater a Renamo por o Chicalango aldrabaram a própria Frelimo com a alegação de que conhece todos segredos da Renamo e respectivas bases mas por diversas vezes saiu em debandadas deixando no terreno centenas de militares sob seu comando mortos. Foi Chicalango o grande pivot do assalto a residência do campo do líder da Renamo em Satungira em 21/10/2013, num ataque que resultou em grandes baixas nas FADM.
Agora o Chicalango, por medo, inventou doença para não ser destacado em operações contra os redutos das perdizes nas matas mas a Frelimo incumbiu lhe a tarefa de raptar e eliminar os quadros da Renamo na Beira. Pode ser até que foi o Chicalango que liderou a equipa que alvejou com gravidade o SG da Renamo Manuel Bissopo.
O segundo raptor capturado, o Elias Tenesse, é um antigo simpatizante da Renamo, natural do distrito de Dondo.
Entretanto, quando a imprensa tomou conhecimento da captura dos dois meliantes, deslocou se de imediato a Brigada Montada para captar imagens e entrevistar os visados mas foram barrados pela polícia que tinham medo de sofrer duras represálias pelos seus chefes de Maputo, já que o assunto era de elevado melindre e enormíssimo embaraço. Neste momento que estamos a editar a presente publicação, os sequestradores e a mãe da miúda ainda encontram se na esquadra.
NOTA:
Fica agora claro e comprovado que os raptores e assassinos de membros da Renamo nas províncias do centro e norte são organizados e financiados pela Frelimo. A mesma Frelimo que é "dona" de vários cadáveres espalhados nas matas da Gorongosa.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Moçambique para o buraco
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Carta aberta ao Senhor Presidente (6) por Nini Satar


Sua Excelência Senhor Filipe Jacinto Nyusi, Presidente de todos os Moçambicanos. pela sexta vez volto a tomar a liberdade de lhe escrever uma carta aberta, como forma de interagir consigo.
Lembrar-se-à certamente que pelas suas próprias palavras disse que nós Os Moçambicanos somos os seus PATRÕES. É nessa condição que dedico estas novas linhas.
Excelência várias notícias a nível interno e externo indicam que o país está à beira de um indisfarçável caos económico.
É porque no meio da desgraça do povo um mal nunca vem só, temos uma guerra ainda não declarada em curso que está a matar milhares de civis inocentes e a levar outros para os países vizinhos como refugiados.
Senhor Presidente
Tenho estado a acompanhar as noticias, segundo as quais o primeiro -ministro ,Carlos Agostinho do Rosário, e o ministro da Economia e Finanças , Adriano Maleiane, se encontram em Washington DC, a capital politica do império mundial, para se justificarem da colossal divida publica, contraída em segredo ao parlamento e ao povo moçambicano, pelo anterior governo, onde vossa Excia ocupava a cadeira de ministro da Defesa.
Como foi que nós chegámos a este ponto? Como ?!
Senhor Presidente
Há alguns anos, o vitalício Presidente do Zimbábue, diante da crise pós-eleitoral numa tirada de inteligência, sentou-se com Morgan Tsivangirai , o líder da oposição , e deu-lhe o cargo de primeiro-ministro.
Acho o exemplo um caso que V.Excia deviria ter seguido, logo após ter vencido as eleições diante do protesto do maior líder da oposição.
Se eu, Nini Satar tivesse sido eleito Presidente da República,
antes da tomada de posse e do juramento da bandeira e da constituição, sentava com Dhlkama e dizia-lhe, amigavelmente meu irmão vamos parar com a guerra, resolvia-lhe os problemas básicos (dele e dos seus partidários) e pedia-lhe um ano para arrumar o país ate acomodar algumas das suas pretensões de ponto de vista legal.
Nesse ano de contenção, iria fazer ecoar o meu nome, a par de atrair investimentos, muito mais do que o meu antecessor, hoje queimado na fotografia da história com os escândalos na mesa dos moçambicanos.
Senhor Presidente
Com os recursos minerais, petróleo, iria atrair grandes investidores no mundo, tal como os rubis de Montepuez são vendidos em leilões a milhões de dólares.
Quem não iria aplaudi-lo se a semelhança de Mugabe atribuísse um cargo a Dhlkama para o bem da paz ? Quem ?
Senhor Presidente
Afinal a divida pública é de 8 biliões de dólares. acha isso muito para Moçambique? Há países que devem muito mais do que isso. o grande problema é que não soube dar a volta a tudo isso. afugentou os investidores, descobriu a divida e a Dinamarca esta a fechar a embaixada para o ano. o que se segue?
Senhor Presidente
Diante desta crise e da falta de uma posição clara do governo, garanto lhe que muitos empresários vão fechar as suas lojas. no informal o dólar esta a 62 meticais nos bancos não há reservas e pior de tudo isto não e Guebuza , mas a inerte Procuradora-"geral da República (PGR) que devia emitir mandados de captura contra os que esvaziaram o cofre do Estado.
Depois da PGR que se diz guardiã da legalidade, fazer o que lhe compete, sentava depois de um ano com Dhlkama para lhe explicar que tinha que arrumar o país. Mas sem guerra desnecessária.
Senhor Presidente
Caso esteja comprometido com alguma assinatura no dossiê Ematum, saia publicamente e peça desculpas tal como fez Jacob Zuma em relação a Nkandla.
Se foi Guebuza quem levou o dinheiro, ou Manuel Chang como dizem por aí, então deixe de ir ao FMI, Banco Mundial e peça emprestado dinheiros a eles para salvar o país !
Nini Satar
domingo, 27 de março de 2016
A guerra não declarada em mz
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sábado, 26 de março de 2016
DEZENAS DE MILITARES DAS FADM MORTOS HOJE NO TROÇO MUXUNGUE-SAVE
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Três autocarros da transportadora Nagi com tropas das fademos "ensardinhadas" (por questões logísticas, os autocarros são "entulhados" com tropas para que caiba um companhia - uns 100 homens), que saiam de Nampula para reforçar a "frente sul" foram crivadas por um vendaval de balas pelas 6.30 minutos de hoje. Os machimbombos estão enfileirados um atrás do outro no meio da coluna de carros civis. Durante uma hora, os rangers da Renamo atacaram incessantemente as três viaturas que ficaram "atoladas" no asfalto. Os militares estavam devidamente uniformizados e armados e alguns conseguiram gatinhar para a mata próxima e tentar ripostar ao fogo.
Cerca de 80 militares foram mortos e dezenas ficaram gravemente feridos. Os autocarros ficaram muito danificados.
PS:
Filhos desta terra estão a morrer inutilmente para defender uma fraude eleitoral. Os militares devem perguntar se porque e que estão a combater a Renamo. São "ladrões de gado"? Mataram Cistac? "Comeram" o dinheiro da Ematum? Devastam as florestas para "oferecer" madeira aos chineses? Afinal não era esse Dhlakama que arrastava multidões? O que ele fez de errado? Parem e pensem.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Renamo continua a exigir governação em seis províncias para iniciar diálogo
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Renamo_logoA Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, reiterou hoje que só aceitará dialogar com o Governo para o fim da crise político-militar no país se governar nas seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.
"A Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] está disponível para dialogar com a Frelimo [partido no poder], mas exige, em primeiro lugar, a governação das seis províncias onde ganhou as eleições, por conseguinte, todo o diálogo a ser feito no futuro deverá acontecer quando a Renamo estiver a governar efectivamente naquelas províncias", diz um comunicado de imprensa da maior força de oposição, distribuído hoje à imprensa.
A posição da Renamo surge em resposta ao Conselho Nacional de Defesa de Moçambique, que, na Quarta-feira, manifestou o seu apoio aos apelos do chefe de Estado, Filipe Nyusi, para o diálogo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
Na nota que divulgou hoje, o partido de Afonso Dhlakama reitera ainda que apenas aceitará negociar com o Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), com "uma mediação séria".
"Para a Renamo, um diálogo verdadeiro e sério só é possível se a Frelimo aceitar uma mediação séria, posição já manifestada publicamente", diz o movimento, numa alusão ao seu pedido às autoridades moçambicanas para que um eventual reatamento do diálogo seja mediado pelo Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e pela Igreja Católica.
Hoje, falando numa cerimónia de graduação de quadros superiores da polícia moçambicana, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou a sua disponibilidade para dialogar "sem pré-condições" com o maior partido de oposição, apelando "a todos amigos de Moçambique" para não encorajarem o uso de armas. "Reiteramos a nossa abertura para o diálogo sem pré-condições", disse o chefe de Estado moçambicano.
Renamo continua a exigir governação em seis províncias para iniciar diálogo
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Renamo_logoA Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, reiterou hoje que só aceitará dialogar com o Governo para o fim da crise político-militar no país se governar nas seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.
"A Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] está disponível para dialogar com a Frelimo [partido no poder], mas exige, em primeiro lugar, a governação das seis províncias onde ganhou as eleições, por conseguinte, todo o diálogo a ser feito no futuro deverá acontecer quando a Renamo estiver a governar efectivamente naquelas províncias", diz um comunicado de imprensa da maior força de oposição, distribuído hoje à imprensa.
A posição da Renamo surge em resposta ao Conselho Nacional de Defesa de Moçambique, que, na Quarta-feira, manifestou o seu apoio aos apelos do chefe de Estado, Filipe Nyusi, para o diálogo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
Na nota que divulgou hoje, o partido de Afonso Dhlakama reitera ainda que apenas aceitará negociar com o Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), com "uma mediação séria".
"Para a Renamo, um diálogo verdadeiro e sério só é possível se a Frelimo aceitar uma mediação séria, posição já manifestada publicamente", diz o movimento, numa alusão ao seu pedido às autoridades moçambicanas para que um eventual reatamento do diálogo seja mediado pelo Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e pela Igreja Católica.
Hoje, falando numa cerimónia de graduação de quadros superiores da polícia moçambicana, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou a sua disponibilidade para dialogar "sem pré-condições" com o maior partido de oposição, apelando "a todos amigos de Moçambique" para não encorajarem o uso de armas. "Reiteramos a nossa abertura para o diálogo sem pré-condições", disse o chefe de E
Renamo continua a exigir governação em seis províncias para iniciar diálogo
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Renamo_logoA Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, reiterou hoje que só aceitará dialogar com o Governo para o fim da crise político-militar no país se governar nas seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.
"A Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] está disponível para dialogar com a Frelimo [partido no poder], mas exige, em primeiro lugar, a governação das seis províncias onde ganhou as eleições, por conseguinte, todo o diálogo a ser feito no futuro deverá acontecer quando a Renamo estiver a governar efectivamente naquelas províncias", diz um comunicado de imprensa da maior força de oposição, distribuído hoje à imprensa.
A posição da Renamo surge em resposta ao Conselho Nacional de Defesa de Moçambique, que, na Quarta-feira, manifestou o seu apoio aos apelos do chefe de Estado, Filipe Nyusi, para o diálogo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
Na nota que divulgou hoje, o partido de Afonso Dhlakama reitera ainda que apenas aceitará negociar com o Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), com "uma mediação séria".
"Para a Renamo, um diálogo verdadeiro e sério só é possível se a Frelimo aceitar uma mediação séria, posição já manifestada publicamente", diz o movimento, numa alusão ao seu pedido às autoridades moçambicanas para que um eventual reatamento do diálogo seja mediado pelo Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e pela Igreja Católica.
Hoje, falando numa cerimónia de graduação de quadros superiores da polícia moçambicana, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou a sua disponibilidade para dialogar "sem pré-condições" com o maior partido de oposição, apelando "a todos amigos de Moçambique" para não encorajarem o uso de armas. "Reiteramos a nossa abertura para o diálogo sem pré-condições", disse o chefe de Estado moçambicano.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
A suposta guerra em Moçambique
Conselho de Defesa moçambicano apoia apelos de Nyusi para diálogo com Dhlakama
23 de Fevereiro de 2016, 16:41
Homens armados da Renamo atacaram hoje duas colunas de viaturas escoltadas pelos militares em dois troços da N1, a principal estrada de Moçambique, ferindo uma pessoa e danificando pelo menos três veículos, disse à Lusa fonte policial.
Cerca das 10:00 (menos duas horas em Lisboa), uma coluna de 90 viaturas foi metralhada na zona de Zove, no distrito de Chibabava, quando fazia o sentido Save-Muxúnguè, tendo uma pessoa sido atingida com gravidade e a viatura em que seguia sofrido danos ligeiros, declarou à Lusa Sididi Paulo, oficial de informação no comando da Polícia da Republica de Moçambique (PRM) da província de Sofala.
Uma hora depois, na zona de Nfuza, mais de 300 quilómetros a norte de Muxúnguè, no segundo troço das escoltas militares na N1, uma coluna de 61 viaturas que fazia o trajecto Nhamapadza-Caia foi parada com tiros, tendo duas viaturas sofrido danos ligeiros.
Uma testemunha deste ataque disse à Lusa que também um blindado das forças de defesa e segurança, que fazia a escolta neste troço, ficou imobilizado pelos disparos, mas a polícia não confirma este relato.
"Estes são os primeiros ataques às colunas perpetrados por homens armados da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana)", assinalou a porta-voz da PRM.
As forças de defesa e segurança, disse Sididi Paulo, responderam "prontamente a estes ataques nos dois troços" e permaneceram no local para permitir que as escoltas decorram de forma tranquila.
As forças de defesa e segurança, prosseguiu, continuam engajadas para "repelir" os ataques dos homens armados da Renamo, assegurando que está em curso um trabalho para "garantir a ordem e tranquilidade públicas nestes locais".
As forças de defesa e segurança reactivaram na semana passada as escoltas militares obrigatórias no troço Save-Muxúnguè, província de Sofala, devido uma nova vaga de emboscadas e ataques desde o dia 12 de Fevereiro que atribuem à Renamo.
No sábado foi montada um dispositivo similar num segundo troço da N1, no percurso Nhamapadza-Caia, também em Sofala, e que foi palco recente de violentos ataques a viaturas civis, segundo informou a Polícia.
Nos dois troços de cerca de cem quilómetros cada, as forças de defesa e segurança garantem escoltas em colunas com os militares distribuídos entre as viaturas, mas chegam relatos de sucessivos atrasos devido a problemas logísticos das autoridades.
Esta medida já tinha sido aplicada no troço Save-Muxúnguè, entre 2013 e 2014, na última crise política e militar entre Governo e Renamo, e, apesar disso, foram registados vários ataques que deixaram um número desconhecido de mortos e feridos, incluindo civis, e fortes danos na economia do país.
Moçambique vive uma situação de incerteza política há vários meses e o líder da Renamo ameaça tomar o poder em seis províncias do norte e centro do país, onde o movimento reivindica vitória nas eleições gerais de outubro de 2014.
Esta é a pior crise em Moçambique desde o Acordo de Cessação de Hostilidades Militares, assinado a 05 de Setembro de 2014 pelo ex-Presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, colocando termo aos ataques na N1.
A violência política voltou no entanto a Moçambique a seguir às eleições, agravando-se nos últimos meses, com acusações mútuas de ataques, raptos e assassínios.
A Renamo pediu recentemente a mediação do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e da Igreja Católica para o diálogo com o Governo, que se encontra bloqueado há vários meses.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, tem reiterado a sua disponibilidade para se avistar com o líder da Renamo, mas Afonso Dhlakama considera que não há mais nada a conversar depois de a Frelimo ter chumbado a revisão pontual da Constituição para acomodar as novas regiões administrativas reivindicadas pela oposição e que só retomará o diálogo após a tomada de poder no centro e norte do país
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